27 de dez de 2009

Treino 36 - Pedalada Urbana em Jundiaí



Hoje o pessoal que iria fazer trilha comigo desistiu e então tive que pedalar sozinho. Como fazer trilha sozinho não tem muita graça resolvi fazer uma pedalada por Jundiaí e tirar fotos de alguns locais remanescentes que marcaram muitas famílias jundiaienses. Resquícios de uma Jundiaí que não existe mais.

Foram 42 km de pedalada e muitos locais revisitados principalmente no Centro de Jundiai, Vianelo, Vila Arens, Vila Argos e Vila Aparecida. Fotografei fábricas têxteis (Argos) dos anos 40, Estação Ferroviária centenária, Ponte Torta, casas de meus avós paternos (na Vila Aparecida) e maternos (na Vila Progresso), Colégio Divino Salvador, Igreja da Vila Arens (onde meus avós maternos, meus pais se casaram e onde eu também me casei). Enfim fotos de Edifícios e bairros que pertenciam ao dia-a-dia de meus avós.

Nas fotos acima vê-se a Ponte Torta. O monumento foi construído durante o ciclo ferroviário, sobre o Rio Guapeva, para ligar o centro da cidade à Estação Ferroviária. Na segunda metade do século 19, essa construção era utilizada para a passagem de bondes puxados por animais da Cia. Paulista Carril Jundiahyana. Com o passar dos anos e a ampliação da cidade, a Ponte Torta foi se tornando pequena demais para suportar o trânsito de pessoas e, principalmente, de veículos. O Rio Guapeva também ganhou volume e tamanho, o que obrigou uma reformulação da Ponte, que continua no mesmo local. Foi construída em alvenaria de tijolos sem armação metálica, seguindo estilo arquitetônico bastante comum na época.

Vale observar que se dependesse dos administradores públicos locais a Ponte Torta já teria ido literelmente por água abaixo durante os anos 80. Foi graças a iniciativa de alguns setores organizados da sociedade jundiaiense que esse patrimônio público permanece ainda em pé, embora sem os cuidados merecidos.